Em Bleach vestir um haori branco já é um aviso.
Aquela pessoa provavelmente possui uma espada com nome próprio.
Provavelmente domina técnicas capazes de destruir prédios.
Provavelmente já enfrentou alguma criatura que faria uma pessoa normal pedir demissão da existência.
Mas nem todos os capitães da Soul Society são perigosos da mesma maneira.
Alguns dependem de velocidade.
Outros possuem poderes extremamente difíceis de enfrentar.
Existem aqueles que transformam uma batalha em um jogo de regras completamente injustas.
E existe Kenpachi Zaraki.
Nesse caso, a estratégia normalmente consiste em descobrir quantos pedaços do cenário ainda estarão no lugar quando ele terminar.
O mais interessante é que vários capitães passam grande parte de Bleach contendo suas verdadeiras capacidades.
Às vezes porque existem aliados por perto.
Às vezes porque suas técnicas são perigosas demais.
Às vezes porque simplesmente gostam de lutar por mais tempo.
E às vezes porque Tite Kubo precisava que o episódio durasse mais de quatro minutos.
Mas quando alguns deles realmente ficam sérios, a diferença é assustadora.
Então aqui estão 10 dos capitães mais perigosos da Soul Society quando resolvem lutar sem economizar poder.
10. Soi Fon pode terminar uma luta antes que o inimigo perceba o que aconteceu

Eu sei que você riu, mas pensa comigo a Soi Fon talvez não tenha recebido o mesmo destaque de monstros como Yamamoto ou Zaraki, mas subestimá-la seria um erro bastante eficiente para quem deseja morrer rapidamente.
A capitã da Segunda Divisão é especializada justamente em:
velocidade, assassinato e ataques precisos.
Seu estilo de combate não foi criado para aquelas lutas tradicionais de anime em que duas pessoas passam vinte minutos explicando suas técnicas.
Soi Fon preferiria que a explicação acontecesse depois.
No funeral.
Seu Shikai, Suzumebachi, possui uma habilidade particularmente perigosa.
Se ela atingir o mesmo ponto do corpo do adversário duas vezes, ativa o Nigeki Kessatsu, o princípio de matar com dois golpes.
O primeiro ataque deixa uma marca.
O segundo encerra a discussão.
É praticamente um sistema de fidelidade.
Só que o prêmio depois da segunda visita não é exatamente agradável.
Além disso, Soi Fon domina o Shunko, combinando Hakuda e Kidō para aumentar brutalmente sua capacidade física.
E quando precisão deixa de resolver o problema, existe sua Bankai, Jakuhō Raikōben.
Que basicamente responde à pergunta:
“E se a assassina silenciosa carregasse um míssil?”
A maior fraqueza de Soi Fon talvez seja justamente lutar contra monstros que conseguem ignorar mecanismos normalmente fatais.
Contra um adversário comum?
A luta provavelmente termina antes que ele tenha tempo de perguntar o nome da técnica.
9. Shinji Hirako transforma sua própria percepção em inimiga

Shinji parece passar metade de seu tempo provocando alguém.
A outra metade provavelmente é utilizada decidindo de que lado da cabeça vai deixar o cabelo cair naquele dia.
Mas sua aparência descontraída esconde uma das habilidades mais irritantes de enfrentar em toda a Soul Society.
Seu Shikai, Sakanade, altera a percepção direcional do adversário.
Esquerda vira direita.
Frente vira trás.
Cima e baixo deixam de funcionar como deveriam.
O lado de onde você acha que Shinji está atacando pode simplesmente não ser o lado real.
Em outras palavras:
lutar contra Shinji é como tentar jogar um videogame enquanto alguém troca todos os botões do controle.
Agora faça isso enquanto uma espada está vindo na direção do seu pescoço.
E Shinji possui algo ainda pior.
Sua Bankai, Sakashima Yokoshima Happōfusagari, inverte a percepção de aliados e inimigos entre aqueles afetados.
É uma técnica tão problemática que ele precisa escolher cuidadosamente onde utilizá-la.
Contra um grupo numeroso de adversários, entretanto, Shinji pode simplesmente deixar que eles resolvam o problema sozinhos.
Literalmente.
O mais perigoso nele é isso.
Shinji não precisa necessariamente ser fisicamente mais forte que todos.
Ele apenas precisa fazer você parar de entender o que está acontecendo.
E em Bleach, normalmente é nessa hora que alguém perde um braço.
8. Byakuya Kuchiki ficou muito mais perigoso depois da Guarda Real

No começo de Bleach Byakuya já parecia absurdamente poderoso.
Depois descobrimos uma coisa importante:
aquele Byakuya ainda tinha bastante espaço para melhorar.
Durante a Guerra Sangrenta dos Mil Anos, ele sofre uma derrota brutal contra Äs Nödt e quase morre.
Depois de receber tratamento e treinamento no Palácio Real, retorna significativamente mais poderoso.
E isso deixa Senbonzakura Kageyoshi ainda mais assustadora.
A Zanpakutō de Byakuya transforma milhares de lâminas minúsculas em uma tempestade controlada por sua vontade.
O inimigo não precisa evitar uma espada.
Precisa evitar praticamente o ambiente inteiro.
Quando Byakuya luta seriamente, ele também possui diferentes configurações da Bankai para situações específicas.
Pode espalhar milhões de lâminas.
Pode concentrá-las.
Pode utilizar formas como Senkei e Shūkei: Hakuteiken.
E existe outro problema.
Byakuya é um dos personagens mais tecnicamente completos do Gotei 13.
Espada.
Shunpo.
Kidō.
Inteligência de batalha.
Controle espiritual.
Ele não possui exatamente um ponto óbvio onde você olha e pensa:
“É só explorar isso aqui.”
O maior defeito de Byakuya talvez seja aquele orgulho aristocrático gigantesco.
Mas depois de tudo que viveu, até isso mudou bastante.
Quando o sujeito sério começa a soltar pétalas cor-de-rosa pelo cenário, normalmente alguém deveria procurar a saída.
7. Tōshirō Hitsugaya ainda estava crescendo durante quase toda a série

Hitsugaya sempre foi tratado como um prodígio.
Só que existe uma diferença importante entre:
“Ele é extremamente poderoso.”
e
“Ele ainda nem terminou de amadurecer.”
Durante sua batalha contra Gerard Valkyrie, finalmente vemos um estágio muito mais avançado de Daiguren Hyōrinmaru.
Quando as pétalas da Bankai desaparecem, Hitsugaya assume uma aparência adulta.
E seu controle sobre o gelo muda completamente.
Nesse estado, ele consegue congelar estruturas enormes praticamente instantaneamente.
Mais importante:
seu gelo pode neutralizar as funções daquilo que congela.
Contra Gerard, isso se transforma em uma habilidade absurdamente perigosa.
Hitsugaya deixa de parecer simplesmente um capitão jovem com uma Bankai de gelo.
Ele começa a parecer alguém que recebeu acesso ao botão:
“Desligar objeto.”
E isso torna sua posição na hierarquia da Soul Society bastante interessante.
Porque o Hitsugaya que acompanhamos durante grande parte de Bleach talvez seja apenas uma versão incompleta do personagem que ele poderá se tornar.
Yamamoto levou séculos para chegar ao nível em que estava.
Hitsugaya ainda estava praticamente no tutorial.
Isso deveria preocupar muita gente.
6. Mayuri Kurotsuchi não precisa ser mais forte que você

Existe uma diferença importante entre lutar contra Mayuri e lutar contra a maioria dos capitães.
Com os outros, você pergunta:
“Qual é o poder dele?”
Com Mayuri, a pergunta correta é:
“O que esse maluco preparou antes de chegar aqui?”
Mayuri provavelmente é um dos adversários mais perigosos da Soul Society justamente porque força bruta não é sua principal arma.
Informação é.
Durante suas batalhas, ele coleta dados.
Analisa o inimigo.
Modifica drogas.
Altera organismos.
Reconstrói sua Zanpakutō.
Cria contramedidas específicas.
O site oficial de Bleach: Thousand-Year Blood War mostra isso perfeitamente durante sua luta contra Pernida: enquanto Zaraki tenta resolver o problema atacando diretamente, Mayuri observa e analisa o funcionamento daquela criatura.
E depois começam os experimentos.
Mayuri chegou ao ponto de modificar sua própria Bankai de maneiras específicas para enfrentar determinadas ameaças. A adaptação oficial mostra sua versão alterada de Konjiki Ashisogijizō sendo utilizada contra Pernida.
Isso significa que derrotá-lo uma vez não garante absolutamente nada.
Na próxima batalha ele pode aparecer dizendo:
“Interessante. Depois do nosso último encontro, desenvolvi uma droga especificamente para pessoas com seu tipo sanguíneo.”
E você percebe que deveria ter ficado em casa.
Mayuri não é necessariamente o capitão mais poderoso.
Mas talvez seja um dos últimos que você escolheria enfrentar sabendo que ele teve tempo para se preparar.
5. Retsu Unohana passou séculos fingindo ser a pessoa mais tranquila da sala

Poucas revelações de Bleach mudaram tanto a maneira como enxergamos um personagem quanto a verdadeira identidade de Unohana.
Durante grande parte da história ela parecia representar segurança.
Calma.
Medicina.
Gentileza.
Então descobrimos que ela era:
Yachiru Unohana.
A primeira Kenpachi.
O site oficial do anime confirma que Unohana foi justamente a primeira detentora do título e que Zaraki precisou enfrentá-la novamente no Muken para liberar todo seu potencial.
Isso explica retroativamente muita coisa.
Talvez todos respeitassem Unohana não apenas porque ela era uma médica maravilhosa.
Talvez ninguém quisesse descobrir o que acontecia se ela parasse de sorrir.
Sua batalha contra Zaraki é brutal porque seu objetivo não é apenas vencê-lo.
Ela percebe que o jovem Zaraki havia inconscientemente limitado sua própria força desde a primeira luta entre os dois.
Então Unohana começa a empurrá-lo repetidamente para perto da morte.
Fere.
Cura.
Continua.
Fere novamente.
Cura novamente.
Basicamente inventou o treinamento funcional mais agressivo da história.
Zaraki precisava recuperar o monstro que havia dentro dele.
E Unohana era uma das poucas pessoas capazes de puxá-lo para fora.
Quando uma pessoa consegue utilizar conhecimento médico para manter o adversário vivo porque ainda não terminou de lutar com ele, talvez devêssemos reconsiderar a definição de médica.
4. Shunsui Kyōraku fica assustador justamente quando para de parecer relaxado

Shunsui tem um talento impressionante para parecer que entrou na guerra porque alguém cancelou suas férias.
Chapéu.
Kimono florido.
Sake.
Preguiça.
E uma expressão constante de quem preferiria estar sentado em algum lugar tranquilo.
Esse comportamento torna ainda mais assustador quando ele realmente fica sério.
Shunsui é extremamente experiente.
Seu Shikai transforma brincadeiras infantis em regras reais de combate.
Ou seja:
você precisa lutar enquanto participa de jogos cujo funcionamento pode mudar completamente a vantagem da batalha.
E então existe sua Bankai.
Durante a batalha contra Lille Barro, o próprio material oficial do anime descreve Shunsui sendo forçado a recorrer ao seu último movimento desesperado e liberar a Bankai depois que ataques convencionais deixam de funcionar.
O resultado é tão perigoso que Shunsui evita utilizá-la perto dos próprios aliados.
Não é simplesmente uma espada maior.
A atmosfera inteira da luta muda.
Os participantes passam por diferentes atos de uma tragédia.
Ferimentos são compartilhados.
Doenças aparecem.
A energia dos envolvidos é drenada.
E o encerramento é mortal.
Quando Shunsui chega nesse ponto, acabou a brincadeira.
Literalmente.
É provavelmente um dos melhores exemplos em Bleach de um personagem cuja personalidade relaxada serve para esconder alguém que você definitivamente não gostaria de ver irritado.
3. Kenpachi Zaraki passa boa parte das lutas tentando ficar mais fraco

Isso sozinho deveria explicar sua posição.
Zaraki utiliza um tapa-olho criado especificamente para consumir sua própria energia espiritual.
O site oficial de Thousand-Year Blood War descreve exatamente isso: ele usa o tapa-olho para reduzir e suprimir seu poder porque deseja prolongar as batalhas contra adversários mais fracos.
Leia novamente.
Outros personagens procuram artefatos para ficar mais fortes.
Kenpachi precisa de equipamento para ficar pior.
Porque senão a luta acaba rápido demais.
E durante boa parte de sua vida ele ainda mantinha outro limitador sem perceber.
Depois da batalha com Unohana, Zaraki começa a recuperar a força que havia reprimido desde a infância.
Então descobre o nome de sua Zanpakutō.
Desbloqueia Shikai.
Depois Bankai.
É provavelmente a progressão mais preocupante possível para qualquer inimigo.
O sujeito já era um monstro antes de aprender a utilizar corretamente a própria espada.
Seu Shikai, Nozarashi, consegue cortar estruturas gigantescas com facilidade.
Sua Bankai aumenta sua força a um nível tão absurdo que o próprio corpo encontra dificuldade para suportá-la.
Não existe muita sofisticação aqui.
Não existe ilusão.
Não existe veneno.
Não existe plano secreto.
Zaraki simplesmente chega e pergunta:
“Isso pode ser cortado?”
A resposta normalmente é:
“Não.”
Então ele corta mesmo assim.
2. Genryūsai Yamamoto era praticamente uma calamidade natural usando uniforme

Durante mais de mil anos, Yamamoto comandou o Gotei 13.
Isso sozinho já deveria dizer alguma coisa.
Mas o site oficial de Thousand-Year Blood War vai além e o descreve como fundador das Treze Divisões e como alguém considerado o ápice dos Shinigami.
Yamamoto não era apenas forte.
Ele representava uma era diferente da Soul Society.
Seu Shikai, Ryūjin Jakka, já era considerada uma Zanpakutō de fogo extremamente poderosa.
Então finalmente vemos:
Zanka no Tachi.
Sua Bankai concentra as chamas de maneira tão extrema que o simples fato de permanecer ativa começa a afetar toda a Soul Society.
A umidade desaparece.
O ambiente seca.
A temperatura se torna absurda.
E Yamamoto ainda possui diferentes técnicas dentro da própria Bankai.
Uma concentra todo o poder destrutivo na lâmina.
Outra reveste seu corpo com calor extremo.
Outra invoca os cadáveres daqueles que morreram por suas chamas.
Tudo isso em um senhor idoso que provavelmente poderia receber prioridade na fila do supermercado.
É importante lembrar também que Yhwach não enfrentou Yamamoto de maneira simplesmente frontal.
O comandante foi enganado por uma cópia de Yhwach, liberou sua Bankai e posteriormente teve seu poder roubado.
O próprio perfil oficial destaca que Yamamoto acabou derrotado após cair na armadilha de Yhwach e perder sua Bankai.
Quando o principal vilão precisa montar uma operação especial só para neutralizar um velho, talvez o velho seja realmente um problema.
1. O capitão mais perigoso talvez dependa do tipo de batalha

Aqui existe uma pequena armadilha.
Se estivermos falando de poder destrutivo absoluto, Yamamoto provavelmente ocupa o topo durante a maior parte da história do Gotei 13.
Se estivermos falando de alguém que continuou evoluindo depois dele, Zaraki entra imediatamente na discussão.
Se for inteligência e capacidade de preparação, Mayuri é um pesadelo completamente diferente.
Se houver vários aliados e inimigos próximos, Shunsui e Shinji podem transformar o próprio campo de batalha em uma armadilha.
E isso é justamente o que torna os capitães de Bleach interessantes.
Eles não são simplesmente números diferentes na mesma tabela de força.
Cada um pode ser aterrorizante em condições específicas.
Mas existe algo que une os mais perigosos.
Você quase nunca quer chegar ao ponto em que eles precisam lutar sério.
Porque isso geralmente significa que todo o resto já deu errado.
Alguns capitães são mais perigosos quando deixam de segurar o próprio poder
Talvez essa seja uma das características mais interessantes do Gotei 13.
Boa parte dos capitães luta carregando algum tipo de limitação.
Shunsui evita utilizar sua Bankai perto dos aliados.
Shinji precisa pensar cuidadosamente sobre quem está dentro da área de sua técnica.
Hitsugaya passou grande parte da série utilizando uma versão ainda imatura de seu próprio poder.
Zaraki literalmente utilizava um tapa-olho para ficar mais fraco.
Unohana abandonou durante séculos a identidade que a tornou a primeira Kenpachi.
E Yamamoto possuía uma Bankai tão destrutiva que mantê-la ativa por muito tempo poderia colocar a própria Soul Society em risco.
Isso cria uma situação bastante curiosa.
Quando um capitão diz:
“Vou lutar sério agora.”
Normalmente o inimigo pensa:
“Finalmente.”
Só que deveria pensar:
“Talvez eu tenha cometido um erro.”
Porque em Bleach, ver um capitão parar de brincar raramente significa que a luta ficou interessante.
Normalmente significa que ela está prestes a acabar.