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Anime

12 personagens femininas que estão entre as mais poderosas dos animes e mangás

Conheça 12 personagens femininas entre as mais poderosas dos animes e mangás, com Tatsumaki, Kaguya, Makima, Sailor Moon, Madoka e Featherine.

Personagens femininas poderosas dos animes e mangás reunidas em montagem com Madoka, Sailor Moon, Tatsumaki e outras personagens

Aviso de spoilers: a lista considera acontecimentos já revelados nos mangás e materiais originais de algumas obras, incluindo Black Clover, Chainsaw Man e Bleach, colocar personagens de obras diferentes na mesma escala sempre esbarra no mesmo limite: cada universo decide o que significa ser poderoso. Dragon Ball trabalha com força, velocidade e energia em uma escala muito diferente de Chainsaw Man; Madoka Magica chega a mexer nas regras que organizam seu próprio mundo; Re:CREATORS transforma a relação entre personagem, autor e público em parte do sistema de poderes.

Por isso, a posição de cada nome abaixo não deve ser tratada como uma resposta oficial que as próprias obras poderiam fornecer. A ordem é editorial e leva em conta feitos confirmados, alcance das habilidades, limitações conhecidas e a posição que cada personagem ocupa dentro de sua história. A própria versão anterior desta matéria já partia dessa dificuldade ao reconhecer que universos diferentes não obedecem às mesmas regras.

12 — Mereoleona Vermillion — Black Clover

Mereoleona nunca precisou de uma magia exótica para se estabelecer entre os combatentes mais perigosos de Black Clover. Sua especialidade é a Magia de Fogo, mas a diferença aparece na maneira como ela utiliza mana, combate corpo a corpo e Mana Zone, ela passou longos períodos vivendo e treinando em regiões de forte mana natural, algo diretamente ligado ao domínio que desenvolveu sobre Mana Skin e Mana Zone. O próprio perfil oficial do anime descreve Mereoleona como alguém capaz de manipular o mana ao redor e afirma que sua capacidade em combate é considerada superior à de Fuegoleon , durante o confronto contra cinco elfos reencarnados, ela consegue enfrentar vários adversários praticamente sozinha. Mais tarde, o mangá leva essa característica ainda mais longe com Hellfire Incarnate, magia que faz seu corpo se aproximar cada vez mais do próprio mana enquanto aumenta sua capacidade de combate.

Essa técnica também possui um custo real. Manter esse estado por tempo demais faz o corpo de Mereoleona perder progressivamente sua forma física, estabelecendo uma limitação que impede a habilidade de funcionar como um aumento gratuito e indefinido de poder, Mereoleona entra nesta lista menos por possuir uma técnica capaz de ignorar as regras de seu universo e mais porque levou os fundamentos da magia de fogo e do controle de mana a um nível que poucos Cavaleiros Mágicos conseguem acompanhar.

11 — Tatsumaki — One Punch Man

A posição de Tatsumaki como heroína Classe S Rank 2 já indica como a Associação de Heróis a enxerga, mas sua luta contra Psykos e Orochi oferece uma medida bem mais concreta de sua capacidade, Telecinese em One Punch Man não significa apenas movimentar objetos. Tatsumaki consegue erguer barreiras, imobilizar adversários, manipular enormes massas de matéria e continuar utilizando seus poderes em áreas gigantescas enquanto protege outras pessoas.

Durante a batalha contra Psykos-Orochi, sua telecinese alcança uma escala que muda fisicamente o campo de combate. Mesmo sofrendo ferimentos e tendo de dividir sua atenção entre o inimigo e os heróis ainda presos na região, Tatsumaki continua manipulando estruturas enormes e pressionando uma criatura que havia se fundido a Orochi, sua maior vantagem está nessa combinação de alcance e precisão. Ela consegue aplicar força psíquica diretamente sobre um alvo, erguer defesas e alterar o ambiente sem precisar entrar em uma troca convencional de golpes, isso também deixa claro por que medir Tatsumaki apenas pelo tamanho das coisas que consegue levantar perde parte do que torna seu poder perigoso. Seu controle é tão relevante quanto a quantidade de força que consegue produzir.

10 — Kaguya Ōtsutsuki — Naruto

Kaguya apareceu no final de Naruto depois de Madara se tornar o jinchūriki do Dez-Caudas, e a própria equipe responsável pela franquia a descreve como a progenitora do chakra. Ela também é mãe de Hagoromo, o Sábio dos Seis Caminhos, Naruto e Sasuke chegam ao confronto carregando o poder dos Seis Caminhos, mas derrotar Kaguya em combate direto nunca é apresentado como a solução. Os dois precisam aplicar simultaneamente o selo recebido de Hagoromo para aprisioná-la, sua capacidade de alterar o campo de batalha é especialmente difícil de enfrentar. Amenominaka permite transportar aqueles que estão próximos para diferentes dimensões, fazendo a luta passar por ambientes de lava, gelo, gravidade elevada e outras condições criadas dentro de seus espaços dimensionais. O site oficial de Naruto  confirma que Kaguya envia Naruto e Sasuke instantaneamente para outra dimensão logo após seu retorno, Ela também possui o All-Killing Ash Bones, técnica em que ossos projetados de seu corpo destroem progressivamente o alvo atingido, além de reservas enormes de chakra e do Rinne Sharingan, Kaguya não venceu Naruto e Sasuke porque eles conseguiram cumprir a condição necessária para selá-la. Essa diferença é relevante: a conclusão daquela batalha não estabelece que os dois simplesmente passaram a possuir mais poder bruto do que ela.

9 — Makima — Chainsaw Man


Makima exige um critério diferente do utilizado para personagens como Mereoleona ou Tatsumaki. Seu perigo não pode ser medido apenas pela quantidade de destruição produzida em uma luta, o mangá revela que ela é o Demônio do Controle. Sua habilidade permite controlar aqueles que considera inferiores a ela, e a história mostra Makima colocando humanos, demônios, híbridos e outros seres sob sua autoridade, a própria maneira como ela luta explora recursos obtidos por meio desses indivíduos. Makima utiliza contratos e habilidades de terceiros, criando uma situação em que enfrentar apenas seu corpo não significa enfrentar somente aquilo que ela conseguiria fazer sozinha, existe ainda o contrato firmado com o primeiro-ministro japonês. Ataques direcionados a Makima são convertidos em doenças e acidentes que atingem cidadãos japoneses, mecanismo que torna matá-la por meios convencionais extremamente difícil.

Isso explica por que Denji precisa encontrar uma solução específica no final da Parte 1, em vez de simplesmente vencê-la em uma disputa direta de força, para leitores que conhecem Makima apenas pela primeira temporada do anime, boa parte desse material ainda pertence ao mangá. O site oficial da adaptação mantém sua apresentação inicial como a caçadora de demônios ligada diretamente ao governo, sem antecipar essas revelações.

8 — Esdeath — Akame ga Kill!

O Demon’s Extract deu a Esdeath controle sobre gelo em uma escala que já seria suficiente para colocá-la entre os personagens mais perigosos de Akame ga Kill!. Ela consegue criar armas, paredes, projéteis, estruturas e grandes massas de gelo sem depender de uma fonte externa já congelada, Seu verdadeiro trunfo é Mahapadma , Esdeath desenvolveu a técnica para congelar o espaço ao seu redor junto com o próprio tempo por um curto período. Quem é atingido pelo efeito permanece imóvel enquanto ela continua capaz de agir, a habilidade possui uma limitação bastante clara: seu uso exige muito de Esdeath e não pode ser repetido livremente várias vezes na mesma batalha. Ela precisa escolher quando utilizar esse intervalo em que os adversários ficam incapazes de responder, isso torna sua experiência militar especialmente relevante. Esdeath não depende apenas do Teigu; ela é uma combatente treinada, possui boa leitura de batalha e consegue criar gelo instantaneamente para ataque e defesa.

Seu nível fica mais fácil de perceber perto do final da história, quando continua enfrentando Akame e outros adversários mesmo depois de batalhas prolongadas. Akame ga Kill! possui diferenças relevantes entre anime e mangá em sua reta final, então alguns acontecimentos variam conforme a versão, mas Mahapadma e o princípio de funcionamento do Demon’s Extract existem nas duas.

7 — Yoruichi Shihōin — Bleach

Yoruichi é um caso curioso dentro de Bleach porque a obra nunca precisou apresentar uma Bankai para colocá-la entre os grandes combatentes da Soul Society, ela foi capitã da 2ª Divisão, comandante do Onmitsukidō e chefe do clã Shihōin. O perfil oficial de Bleach: Thousand-Year Blood War também a identifica como uma mestre de Hoho, habilidade que lhe rendeu a reputação associada à sua velocidade, só que Shunpo representa uma parte do repertório. Yoruichi combina Hakuda, Kidō e Shunkō, técnica que concentra Kidō nos braços e nas costas para aumentar drasticamente as capacidades de combate corpo a corpo, na Guerra Sangrenta dos Mil Anos, seu Shunkō baseado em eletricidade recebe novas aplicações. Contra Askin Nakk Le Vaar, ela chega a utilizar Shunryū Kokubyō Senki, transformação que altera continuamente o padrão de sua energia espiritual, dificultando a adaptação da habilidade do Sternritter, Yoruichi funciona quase ao contrário de vários Shinigami poderosos. Não existe uma grande liberação de Zanpakutō definindo sua luta; o perigo está na velocidade, no corpo a corpo e no domínio técnico acumulado ao longo de séculos.

6 — Android 18 — Dragon Ball

A estreia da Android 18 continua sendo uma das maneiras mais eficientes de mostrar como Dragon Ball muda sua escala de poder de um arco para outro, Vegeta havia acabado de alcançar o Super Saiyajin e entrou no confronto acreditando ter ultrapassado boa parte dos antigos limites. A 18 não apenas acompanha seus movimentos como acaba quebrando seu braço e vencendo a luta.

Existe uma característica de seu corpo que torna esse desempenho ainda mais complicado para o adversário: ela possui um reator de energia perpétua. O próprio site oficial de Dragon Ball explica que essa modificação lhe concede uma resistência efetivamente infinita, isso não quer dizer que Android 18 tenha força infinita. Sua potência possui limites e personagens posteriores da franquia a ultrapassam com grande margem. A vantagem está em não sofrer a mesma perda progressiva de energia que afeta lutadores comuns durante confrontos prolongados, am Dragon Ball Super, ela continua capaz de competir em batalhas de alto nível e participa do Torneio do Poder. Seu lugar na franquia mudou bastante desde a Saga dos Androides, mas o mecanismo criado por Dr. Gero continua sendo uma das características mais úteis de seu corpo.

5 — Retsu Unohana — Bleach

Durante boa parte de Bleach, Retsu Unohana aparece como a capitã experiente da 4ª Divisão e uma das melhores especialistas em cura da Soul Society. A Guerra Sangrenta dos Mil Anos revela o motivo pelo qual sua presença sempre carregou muito mais história do que a função médica sugeria, antes de receber o nome Retsu, ela era Yachiru Unohana, a primeira Kenpachi.

O anime oficial confirma essa identidade durante a batalha no Muken, onde ela enfrenta Zaraki para fazê-lo recuperar o poder que havia limitado inconscientemente desde a infância, Unohana domina Zanjutsu e Kaidō em níveis extremamente elevados. Essa combinação permite que sua sessão de treinamento com Zaraki funcione de uma maneira que quase nenhum outro personagem poderia reproduzir: ela o leva repetidamente ao limite e utiliza suas técnicas de cura para prolongar o confronto enquanto as restrições que ele impôs a si mesmo começam a desaparecer, sua Bankai, Minazuki, é finalmente apresentada durante essa luta. A obra mantém parte de seu funcionamento menos explicada do que outras Bankai, razão pela qual descrições excessivamente específicas costumam ultrapassar aquilo que o mangá realmente estabelece,Unohana não ficou escondendo um poder recém-adquirido durante centenas de episódios. Ela já carregava aquela experiência desde a formação original do Gotei 13.

4 — Sailor Moon — Sailor Moon


Usagi Tsukino começa Sailor Moon aprendendo a lutar quase do zero. A versão que chega ao arco final está muito distante daquela garota que Luna encontrou no início da sériem, O Silver Moon Crystal e suas evoluções estão ligados a poderes de purificação, restauração e energia capazes de afetar muito mais do que um adversário individual. Em Sailor Moon Cosmos, a própria apresentação oficial chama o Silver Moon Crystal de detentor do maior poder da galáxia e coloca Sailor Galaxia atrás dele durante sua campanha para reunir Sailor Crystals.

O arco Stars leva a história até o Galaxy Cauldron, local ligado ao nascimento das estrelas e dos Star Seeds. É nessa fase que a escala de Sailor Moon deixa definitivamente de caber em comparações baseadas apenas em explosões, velocidade ou resistência física, Usagi também possui algo que frequentemente se perde em discussões de “quem venceria”: boa parte de seus maiores feitos está associada à restauração e à purificação, não simplesmente à destruição. O poder dela é capaz de resolver conflitos de maneiras que não funcionam como um golpe mais forte do que o golpe anterior, por isso Sailor Moon permanece difícil de encaixar em listas tradicionais de combate. O universo dela oferece uma escala cósmica, mas utiliza essa escala de uma maneira muito própria.

3 — Altair — Re:CREATORS

Re:CREATORS já nasce com uma regra que torna qualquer discussão sobre poder incomum: seus personagens fictícios entram no mundo de seus próprios criadoresm, Altair vai ainda mais longe porque não pertence a uma obra comercial fechada como vários dos outros Creations. Ela nasceu a partir de Setsuna Shimazaki e continuou recebendo novas interpretações, vídeos, ilustrações e ideias produzidas por outras pessoas, essas criações podem ser incorporadas ao repertório de Altair quando recebem aceitação suficiente do público. É daí que vem a natureza extremamente flexível do Holopsicon, nome oficial associado ao conjunto de suas habilidades. O próprio material oficial de Re:CREATORS utiliza Holopsicon como a habilidade característica da personagem.

Durante o anime, Altair demonstra capacidades como refletir ataques, modificar relações de causa e efeito e interferir nas próprias condições estabelecidas contra ela. A operação Elimination Chamber Festival existe justamente porque enfrentá-la apenas com personagens fortes não resolveria a situação, a força de Altair está ligada à lógica de Re:CREATORS: histórias existem porque alguém as cria, mas continuam mudando conforme outras pessoas as interpretam. Ela transforma esse processo em poder.

2 — Madoka Kaname — Puella Magi Madoka Magica


Madoka passa quase toda a série original sem ocupar a posição tradicional da protagonista que resolve cada conflito em combate. Quando finalmente faz seu contrato, sua decisão altera as regras que governavam todas as garotas mágicas,Seu desejo é eliminar as bruxas antes que elas nasçam, alcançando passado, presente e futuro. Para que isso seja possível, Madoka deixa de existir apenas como uma garota dentro de uma linha temporal e passa a integrar a própria estrutura do novo mundo.

O material oficial de Madoka Magica descreve diretamente essa transformação: Madoka torna-se o conceito sobrenatural conhecido como Lei dos Ciclos, e o mundo é reescrito para existir sem o antigo sistema de bruxas, esse é um tipo de poder muito diferente de derrotar um inimigo fisicamente. Madoka interfere na regra que determinava o destino das garotas mágicas através de diferentes épocas.

Rebellion acrescenta mais uma camada ao mostrar Homura separando uma parte de Madoka da Lei dos Ciclos e reorganizando novamente o mundo. O próprio fato de a história precisar lidar com conceitos dessa natureza explica por que Madoka costuma aparecer tão acima em comparações de escala.

1 — Featherine Augustus Aurora — Umineko When They Cry


Featherine exige uma observação antes de qualquer comparação: ela não aparece na adaptação televisiva de 2009 de Umineko no Naku Koro ni. Sua participação pertence às partes posteriores da visual novel e às adaptações em mangá. Como esta versão da matéria considera anime e mangá, ela pode entrar na lista; em uma seleção restrita somente a personagens que efetivamente apareceram em animação, precisaria ser retirada, dentro de Umineko, isso não diminui o tamanho de sua posição.

Featherine Augustus Aurora é apresentada em um nível acima das bruxas que já observam mundos e Fragments como tabuleiros. O texto de Umineko descreve que ela ultrapassou o nível das bruxas e chegou ao domínio de um Creator, tratando a própria camada em que outras bruxas existem a partir de uma perspectiva superior, é uma escala narrativa diferente de personagens que destroem planetas, manipulam gelo ou possuem energia praticamente inesgotável. Featherine está associada à capacidade de observar histórias e mundos de uma posição externa àquela ocupada por seus habitantes.

Isso também exige cuidado com exageros comuns em debates de power scaling. Termos como “onipotente”, “outerversal” ou classificações numéricas criadas por comunidades não substituem aquilo que Umineko realmente apresenta. O material original já fornece uma posição extraordinariamente elevada para Featherine sem precisar acrescentar poderes inventados, dentro dos critérios utilizados nesta lista, essa relação com as próprias camadas da narrativa coloca Featherine no primeiro lugar. Não existe, porém, uma luta canônica entre ela, Madoka, Sailor Moon ou Altair que transforme essa ordem em resultado oficial.

Comparar essas personagens diz mais sobre seus universos do que sobre uma luta imaginária

Android 18 possui um reator que elimina um dos limites básicos de lutadores comuns de Dragon Ball. Kaguya transforma dimensões inteiras no campo de batalha. Makima transforma relações de controle e contratos em armas. Altair depende da própria circulação de histórias. Madoka deixa de funcionar apenas como indivíduo e altera a regra que governava todas as garotas mágicas ,nenhuma dessas obras foi escrita para obedecer a uma escala compartilhada.

É exatamente por isso que as melhores comparações não são aquelas que tentam converter cada habilidade em um número. O interessante está em perceber até onde cada autor levou as regras que criou. Quando a discussão chega a personagens como Sailor Moon, Madoka e Featherine, “força” já não descreve apenas quem consegue produzir a maior explosão.